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20 de julho de 2026 Gerado com IA

Transporte rodoviário internacional: como gerir riscos e previsibilidade no Mercosul

Saiba como reduzir riscos e aumentar a previsibilidade no transporte rodoviário internacional no Mercosul diante do aumento de fluxo nas fronteiras e mudanças regulatórias.

Transporte rodoviário internacional: como gerir riscos e previsibilidade no Mercosul

O transporte rodoviário internacional de cargas é o motor do comércio exterior no Mercosul, mas a eficiência dessa operação depende diretamente da capacidade técnica em lidar com variáveis dinâmicas, desde fluxos em fronteiras até mudanças regulatórias. Recentemente, recordes de volume de carga em pontos estratégicos e desafios de infraestrutura no Sul do Brasil têm exigido que importadores e exportadores revisem seu planejamento logístico para evitar custos extras e atrasos.

Para indústrias e empresas que operam entre Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai, entender os impactos práticos dessas movimentações é fundamental para garantir a segurança jurídica e a previsibilidade das entregas.

Cenário atual das fronteiras e impactos operacionais

O aumento expressivo na demanda por mercadorias no bloco tem gerado situações atípicas. Na fronteira de Dionísio Cerqueira (Brasil-Argentina), por exemplo, o fluxo de veículos superou em três vezes o recorde histórico em 2026. [2] Esse volume impacta diretamente o tempo de liberação aduaneira e a disponibilidade de equipamentos, tornando o transporte rodoviário internacional no Mercosul um desafio que exige antecipação.

Além da pressão nas aduanas, fatores climáticos ou de manutenção na malha rodoviária interna podem alterar a formação do frete internacional rodoviário. Interdições em rotas críticas, como o caso da Ponte Anita Garibaldi na BR-101 (Santa Catarina), forçam transportadoras a utilizarem desvios, o que impacta o tempo de trânsito e o consumo de combustível, elevando os custos operacionais. [3]

Oportunidades de eficiência: Uruguaiana e Paraguai

Embora existam gargalos, simplificações regulatórias recentes oferecem caminhos para reduzir burocracias. Em Uruguaiana, a Receita Federal simplificou procedimentos de precintagem para cargas específicas, como cegonheiras, o que agiliza a passagem pela fronteira. [1]

No Paraguai, a internalização de protocolos que reduzem multas previstas no ATIT (Acordo de Transporte Internacional Terrestre) traz maior alívio financeiro para a operação logística e diminui riscos em casos de inconformidades menores na documentação. Esses avanços podem reduzir a exposição financeira decorrente de infrações e aumentar a previsibilidade regulatória das operações. [4]

Gestão de riscos e segurança jurídica no transporte Mercosul

Um ponto de atenção crucial para gestores de supply chain é a subcontratação e a validade de seguros. A ANTT tem avaliado restrições ao sistema de "cruze de bandeira" no transporte Brasil-Uruguai, especialmente quando há falhas na sub-rogação de seguros. Esse cenário reforça a importância de verificar como a transportadora administra subcontratações, apólices, averbações, responsabilidades contratuais e coberturas aplicáveis em cada país.

Em relação aos paletes e demais suportes de madeira, o MAPA esclareceu que o Ofício nº 237/2026 não modificou as exigências fitossanitárias já aplicáveis. Permanecem, portanto, os cuidados relacionados ao tratamento e à identificação dos materiais de acordo com a NIMF 15.

Análise da Interlink Cargo

O transporte rodoviário internacional não deve ser visto apenas como a movimentação de um veículo entre dois países, mas como um processo de conformidade aduaneira sobre rodas. A variabilidade das rotas e a pressão nas fronteiras, como observado em Dionísio Cerqueira, exigem que o importador ou exportador priorize a visibilidade da carga.

Para reduzir riscos, a estratégia deve passar pela escolha de parceiros que não apenas forneçam o caminhão, mas que possuam expertise em trânsito aduaneiro e gestão de documentação (como CRT e MIC DTA). A análise constante de rotas alternativas e o acompanhamento de projetos estratégicos, como o Corredor Bioceânico de Capricórnio — que visa conectar o Brasil ao Pacífico via Paraguai e Chile —, são diferenciais competitivos para empresas que buscam reduzir o tempo de trânsito em suas operações regionais.

Empresas que dependem do transporte internacional para empresas devem focar na consolidação de dados e na parceria com especialistas que entendam as particularidades regulatórias de cada braço do Mercosul, transformando gargalos logísticos em vantagem operacional.

Para assegurar o cumprimento de prazos e a integridade de suas mercadorias nas rotas continentais, conte com o suporte da Interlink Cargo em suas operações de transporte rodoviário FTL Mercosul.

Fontes

  1. [1]https://www.abti.org.br/informacao/noticias/4803-receita-de-uruguaiana-simplifica-procedimento-de-precintagem-para-cegonheiras
  2. [2]https://www.abti.org.br/informacao/noticias/4799-fronteira-de-dionisio-cerqueira-superou-por-tres-vezes-seu-recorde-mensal-historico-de-fluxo-veicular-em-2026
  3. [3]https://laguna.sc.gov.br/fechamento-da-ponte-anita-garibaldi-aumenta-movimento-na-travessia-da-balsa-em-laguna
  4. [4]https://www.abti.org.br/informacao/noticias/4801-paraguai-internaliza-protocolo-que-reduz-multas-do-atit

Sobre o autor

Lucas Vidal

Lucas Vidal

Sócio e Diretor Comercial

Lucas Vidal é sócio e diretor comercial da Interlink Cargo, empresa especializada em logística internacional no Mercosul. Com formação em Engenharia no Brasil e na França, atua no desenvolvimento de negócios, estratégia comercial e soluções para transporte rodoviário internacional, comércio exterior e integração logística entre Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.